A utilização de recursos computacionais na contemporaneidade, têm propiciado à produção e a troca de informações entre pessoas, empresas e governos em quantidades e intensidades crescentes, sendo um dos agentes determinantes à inserção e desenvolvimento pessoal na sociedade contemporânea [LOPES, 2007, apud MCNAMARA, 2000]. Preocupados com essa nova instância social, os governos (Municipais, Estaduais e Federais) e as entidades privadas de ensino estão inserindo na sua grade curricular, como forma de acompanhamento às tendências e exigências do mundo globalizado, o uso dos computadores no processo de ensino-aprendizagem. Porém, segundo Valente (1994), não só basta comprar computadores e disponibilizá-los em sala(s) de aulas às comunidades docentes e discentes das instituições, são necessários, acima de tudo, professores capacitados para usar os computadores e os sotwares disponíveis no meio educacional. Nesta perspectiva os softwares educacionais vêm ganhando grande destaque no cenário educacional, pois permitem aos educandos uma maior percepção multisensorial, acelerando e aumentando a compreensão durante o processo de ensino-aprendizagem [COSCARELLI, 1998 apud YAGER 1991], devido primordialmente a caracteristica multimídia desta ferramenta, permitindo assim, a utilização de muitos meios como textos, gráficos, sons, imagens, animação e simulação, combinados para se conseguir um determinado efeito [COSCARELLI, 1998 apud CASAS, 1996]. Muitas experiências realizadas, mostram que a utilização de recursos computacionais no processo de ensino-aprendizagem provocam nos educandos: estímulos à desenvolver habilidades intelectuais; interesse maior em aprender e a se concentrar mais nas aulas, provocando assim uma maior interação entre professores e alunos; à busca de maiores informações sobre um determinado assunto e de um maior número de relações entre as informações discutidas em sala de aula; a cooperação (solidariedade) entre os educandos [COSCARELLI, 1998] e acima de tudo, uma abordagem pedagógica focada no construcionismo (aprendizagem significativa) e não mais puramente no instrucionismo (professor como o detentor do conhecimento) oriundos do sistema de ensino tradicional[VALENTE 1994]. Sendo assim, fica claro que a informática educativa configura-se como uma poderosa ferramenta de apoio à aquisição de conhecimentos no processo educacional, necessitando para tanto de uma maior preparação/sistematização dos educadores para fazerem frente ao uso eficiente desta tecnologia no processo educacional.
Referências
Coscarelli, C.V (1998). O Uso da Informática Como Instrumento de Ensino-Aprendizagem. Presença Pedagógica. Belo Horizonte, mar/abr, 1998, pág 36-45.
Lopes, C.A (2007). Exclusão Digital e a Política de Inclusão Digital no Brasil – o que temos feitos?”. In: Revista de Economia Política de las Tecnologias de la Información y Comunicación, vol. IX, n.2, mayo – ago/2007.

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